Vestas mantém lideraça em instalações eólicas onshore no mundo, diz BNEF

Instalação global de novas turbinas eólicas onshore caiu 12% em 2017, em parte devido a uma desaceleração na China, mas deverá reagir com crescimento de 17%, ou 55 GW, em 2018

Da Agência CanalEnergia 
26/02/2018

Desenvolvedores colocaram em operação um pouco menos de 47 GW em turbinas eólicas onshore em 2017, com quatro fabricantes representando 53% das máquinas implantadas. As quatro foram a dinamarquesa Vestas, a espanhola Siemens Gamesa, a chinesa Goldwind e a norte-americana General Electric.

Os mais recentes números oficiais da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) mostram que a Vestas – número um em 2016 – manteve o primeiro lugar, com 7,7 GW de turbinas onshore em operação, o equivalente a uma participação de mercado global de 16%. As estatísticas se baseiam no banco de dados global da BNEF sobre projetos eólicos de escala de serviços públicos e ampla informação da indústria.

A Siemens Gamesa, formada em 2016 pela fusão do setor de energia eólica da gigante alemã de engenharia Siemens e da fabricante espanhola de turbinas Gamesa, ficou em segundo lugar em turbinas onshore, com 6,8 GW em operação. Sua participação de mercado aumentou em relação aos 11% que suas duas empresas antecessoras detinham em 2016, para 15% no ano passado. A Goldwind registrou 5,4 GW em operação e a GE 4,9 GW, equivalentes a uma participação de mercado de 11% e 10%, respectivamente.

Tom Harries, analista sênior de energia eólica da BNEF, e principal autor do relatório Global Wind Turbine Market Shares (Participações de Mercado Globais de Turbinas Eólicas), disse: “Em 2017, a distância entre a GE, no quarto lugar, e o fabricante da quinta colocação, a alemã Enercon, aumentou, com 3,1 GW. Seis outros fabricantes de turbinas da Europa e da China tiveram entre 1 GW e 3 GW operacionalizados no ano passado.

“Em instalações eólicas offshore, a história foi bem diferente, com a Siemens Gamesa continuando a ser, de longe, a maior fornecedora global, com 2,7 GW em operação, e outros participantes como a Sewind da China, a MHI Vestas e a Senvion da Alemanha, com cerca de meio gigawatt cada uma”, acrescentou.

Existem algumas diferenças entre as grandes fabricantes em termos de sua presença regional. Mais de 90% das turbinas fabricadas da Goldwind, por exemplo, foram para projetos na China em 2017, enquanto quase todas da Enercon foram instaladas na Europa. A General Electric foi muito mais forte nas Américas do que em outros lugares, enquanto a Vestas e a Siemens Gamesa registraram um aumento significativo da operação de seus dispositivos onshore nas três regiões – Europa, Oriente Médio e África, Américas e Ásia-Oceania.

A capacidade das turbinas eólicas onshore colocadas em operação em 2017 foi 12% menor em relação ao total de 53,1 GW de 2016. A Bloomberg New Energy Finance credita isso a uma desaceleração na China e prevê uma recuperação para 55 GW em 2018, à medida que o mercado chinês retorna ao crescimento e a América Latina continua sua expansão.

Albert Cheung, diretor de análise da BNEF, comentou: “Vimos uma onda de fusões na indústria de fabricação de turbinas eólicas nos últimos anos, incluindo o acordo da Siemens-Gamesa e a aquisição da Acciona Windpower pela Nordex. Com um grande número de pequenos participantes fora do Big Four (Quatros Grandes), não seria nenhuma surpresa ver uma maior consolidação”.