Steag duplica mercado de O&M na América do Sul após comprar ativos da Statkraft

Empresa com origem alemã assumirá 1 GW em contratos de operação e manutenção de usinas

Wagner Freire Negócios e Empresas
13/02/2017

A empresa alemã Steag concluiu o processo de aquisição dos contratos de operação e manutenção (O&M) da Enex, empresa que pertence a Statkraft Energias Renováveis. Em razão de um acordo de confidencialidade, o valor da operação não foi divulgado. De acordo com Juracy Monteiro, CEO da Steag Energy Services do Brasil, as negociações começaram em 2016 quando a Statkraft decidiu sair do negócio de prestação de serviços de O&M para terceiros.

"Em geral, esse é um mercado bastante atrativo para uma empresa como a nossa", afirmou Juracy. "A Steag sempre foi uma empresa interessada em ampliar sua participação no fornecimento de serviços para energias renováveis. A nossa empresa tem grande interesse nisso e já estamos fazendo esse movimento há algum tempo."

O serviço de operação e manutenção é um componente estratégico para um ativo de geração, pois está relacionado diretamente à disponibilidade da usina. A maioria dos empregados Enex passará a fazer parte do quadro de funcionários da Steag e continuarão alocados aos contratos de O&M nos respectivos empreendimentos nos quais já prestavam serviços. No total, serão absorvidos 90 funcionários.

"A Steag absorveu todos os contratos de O&M com terceiros da Statkraft. Estamos falando de mais um 1 GW de contratos de operação e manutenção para parques eólicos, pequenas e médias centrais hidrelétricas", disse a executiva, que afirmou que a Steag praticamente dobrou seu mercado de O&M na América do Sul após a aquisição.

No Brasil há 15 anos, a Steag Energy Services possui experiência na prestação de serviços de engenharia e O&M para o setor de energia na América do Sul e passará a contar também com um Centro de Monitoramento e Operação Remota. "Vimos na operação de aquisição dos contratos da Enex uma oportunidade de entrar mais rapidamente nesse mercado de operação de renováveis, com isso a gente vai montar um centro de monitoramento e operação no Rio de Janeiro, que vai fazer a operação remota e o monitoramento das usinas conectadas ao sistema do ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico]", disse a executiva.