Siemens Gamesa tem crescimento de 5% em receita

Carteira de pedidos aumentou 40% e agora alcançou um total de 3 GW a serem entregues

Da Agência CanalEnergia 
06/11/2017

A Siemens Gamesa reportou uma receita de 10,964 bilhões de euros com uma margem ebit (antes de juros e impostos) de 7% no acumulado de 2017. Este montante representa um crescimento de 5% ante o mesmo período imediatamente anterior. O resultado ebit recuou 18%, para 774 milhões de euros. Para o exercício de 2018  previsão é de que as vendas alcancem uma faixa de 9 a 9,6 bilhões de euros, e margem entre 7% a 8%.

No terceiro trimestre a empresa registrou uma queda de 12% por conta da paralisação do mercado na Índia. Naquele país, o governo local planeja 3 GW por meio de leilões em março do ano que vem. E a expectativa é de que o mercado esteja totalmente recuperado em 2019. Entre abril e setembro, a receita da venda de turbinas eólicas diminuiu 15% para 4,4 bilhões de euros. Em termos geográficos, os EUA, o Brasil e a China são os principais contribuintes para a atividade onshore durante a segunda metade do ano fiscal. No total, o volume de pedidos aumentou 40% somente no quarto trimestre fiscal, elevando a sua carteira a 3 GW.

As vendas em serviços aumentaram 9%, para 621 milhões de euros com margem de 17,4%. Em manutenção, os contratos continuam a aumentar e cobrem atualmente 55 mil MW em todo o mundo, um aumento de 12,4%. Neste contexto de mercado específico, a Siemens Gamesa obteve 118 milhões de euros de lucro líquido entre abril e setembro.

A empresa anunciou um plano de reestruturação que afeta um máximo de 6.000 funcionários localizados em 24 países. Este plano, que será implementado nos próximos meses, e afirma a companhia, é um passo necessário para fortalecer a agrupar e consolidar sua posição como líder de mercado. O objetivo de sinergia já anunciado de 230 milhões de euros. A meta é de alcançar esse objetivo no terceiro ano da junção das operações, 12 meses antes do cronograma inicial.

A nova previsão de crescimento, explicou a fabricante, decorre da expectativa de que a energia eólica aumente sua participação na geração de energia global por quatro em 2040, aumentando de um nível atual de 4% para um total de 17%, de acordo com projeções independentes.