SAR poderá ser adiantada e entrar em vigor já em 2017

Segundo diretor geral do ONS, as informações do Cepel mostram que o mecanismo de aversão ao risco poderá ser adiantado em um ano

Mauricio Godoi Operação e Manutenção
31/08/2016

No caminho em busca da realidade entre a operação e os preços de energia o governo poderá antecipar a introdução da Superfície de Aversão ao Risco já para janeiro de 2017. De acordo com o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Luiz Eduardo Barata, a pesquisa, que é conduzida pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Energia Elétrica (Cepel), mostra que esse mecanismo já poderia entrar em operação no inicio do ano que vem, portanto, pelo menos um ano antes do que se esperava.

“As informações mais recentes do Cepel, que é o responsável pelo estudo da aplicação da aversão ao risco no modelo, já dissem que dá para usar e por isso poderemos começar a aplicar já esse mecanismo em janeiro de 2017. Se estivermos convictos de que poderemos aplicar a SAR, será esta a opção adotada no inicio do próximo ano”, comentou o executivo do ONS após sua participação no painel de abertura do segundo dia do Brazil Windpower, maior evento sobre a energia eólica na América Latina e que ocorre até o dia 1º de setembro no Rio de Janeiro.

No cronograma que deverá ser levado ao longo de 2016, a expectativa é de que em outubro seja iniciada a discussão da aversão a risco com os agentes. Depois dessa etapa o tema será levado à Aneel que deverá abrir uma audiência pública, em novembro, para, a partir da virada do ano, ser colocado em vigor.

As críticas ao descolamento entre a realidade de operação do sistema e os preços do mercado spot ganharam mais força esse ano. O PLD ficou uma grande parte do primeiro semestre do ano no piso regulatório, na casa de R$ 30/MWh nos dois maiores submercados do país, o Sudeste/ Centro-Oeste e Sul, e ao mesmo tempo, havia geração termelétrica despachada fora da ordem de mérito e que vinha acumulando Encargos sobre Serviços do Sistema que, segundo estimativas mais recentes da CCEE, deverá alcançar R$ 2,9 bilhões em 2016. A maior parte desse volume, ou R$ 1,7 bilhão, por segurança energética.