Remuneração pela frustração de geração eólica está na pauta, diz ONS

ONS e Aneel trabalham para regulamentar a forma de remuneração dos agentes eólicos em situações em que usinas são obrigadas a reduzir a produção

Da Agência CanalEnergia 
30/05/2019

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve abrir uma audiência pública nas próximas semanas para regulamentar como será feita a remuneração dos agentes eólicos em situações em que Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ordena a redução da geração das usinas. Segundo Flávio Lins, gerente executivo do Centro Regional de Operação Nordeste do Operador Nacional do Sistema (ONS), a falta de uma regra tem sido alvo de reclamações constante dos agentes. O tema já está em consulta pública.

“O constraint-off é uma ação do ONS de controle de geração eólica, isso existe também na térmica. Quando o ONS precisa fazer uma redução de geração, por qualquer razão, seja por causa de uma indisponibilidade de um equipamento, sobrecarga, seja pela impossibilidade de transmissão, o ONS pede para os geradores eólicos reduzirem a geração. Nesta situação, o agente diz que está tendo uma frustrando da geração, eu podia estar gerando X, mas estou gerando 10% de X e ele pede o ressarcimento da geração. Caso não tivesse essa restrição, ele estaria gerando todo aquele valor fazendo frente aos compromissos contratuais”, explicou Lins.

De acordo com Lins, hoje há uma regulamentação para tratar uma situação como essa para a fonte térmica, mas o mesmo não existe para fonte eólica. Hoje quando há essa frustração de geração, o agente precisa solicitar uma declaração ao ONS e levar esse documento para análise da Aneel.

Na opinião da diretora de Produto e Marketing da GE Wind Onshore, Rosana Santos, uma das formas de precificar essa frustração de geração é pela média do vento do parque, para os casos de redução de potência de uma usina inteira. Lins contou que a medição de cada aerogerador é muito complicado por conta da quantidade de informações que precisam ser processadas em segundos. “O ONS está fazendo algumas análises considerando o vento médio, parece-me que vai ser o caminho mais adequado, onde a gente pode navegar com mais segurança”, disse o executivo, durante participação no Brazil Windpower nesta quinta-feira, 30 de maio, em São Paulo.