Para Light, bom resultado operacional pode ser benéfico para venda da empresa

Distribuidora tem investido forte no combate às perdas. UHE Itaocara ainda necessita de solução

Pedro Aurélio Teixeira Da Agência CanalEnergia
14/08/2017

O prosseguimento da melhoria nos resultados operacionais da Light traz a expectativa que isso possa trazer um bom valor para a sua venda. Em teleconferência com investidores nesta segunda-feira, 14 de agosto, o diretor de relações com investidores, Luiz Fernando Paroli, revelou que vem sendo feito um trabalho de suporte ao processo de venda.  O andamento das negociações é considerado adequado. “Se fizermos um bom trabalho operacional e houver um valor justo para a sua venda, o novo controlador vai valorizar o ativo que acaba de adquirir e dar continuidade ao bom trabalho na Light”, explica.

A Light vem intensificando a política de combate às perdas, com várias operações na sua área de concessão.  “Tivemos atuação forte na questão da perda, temos que cuidar bastante da arrecadação”, lembrou Paroli. Segundo ele, a distribuidora está conseguindo trazer o percentual de perdas para próximo do índice regulatório. “O combate às perdas é um investimento que a Light faz”, pondera.

O executivo também falou na teleconferência sobre a usina hidrelétrica de Itaocara, leiloada no A-5 de 2015. Segundo Paroli, a Light está enfrentando dificuldades em ter o retorno adequado e está em tratativas com a Agência Nacional de Energia Elétrica para fazer a rescisão dos seus contratos e buscar uma solução par ao empreendimento. “Temos que colocar esse assunto na ordem do dia”, avisa. A Guanhães Energia, Sociedade de Propósito Específico entre Light e Cemig que reúne quatro PCHs, teve a suas obras retomadas, o que não tem impedido a procura por um comprador ou sócio para a parte da Light.

A crise financeira do estado do Rio de Janeiro também foi outro fator que o executivo ressaltou. Foi encerrada uma negociação de compensação de ICMS com o governo do estado, de R$ 110 milhões.  A compensação começa a acontecer a partir de julho.

Outra empresa que a Light tem participação acionária, a Renova Energia, também tem realizado movimentos. Já foi concluída a venda do complexo eólico Alto Sertão II e a negociação com a Engie para a compra do complexo eólico Umburanas foi deflagrada. A Brookfield estuda com exclusividade a compra e capitalização da fatia da Light da Renova e tem exclusividade. O assunto é considerado como estratégico para a empresa canadense e para a própria Light. “Os trabalho dela estão bem intensos, o corpo técnico está demandando muitas informações é prioridade para a Brookfield”, apontou Paroli.