Neonergia avalia renováveis para ACL, diz executivo

Empresa teve lucro superior a R$ 1 bilhão no semestre

Da Agência CanalEnergia 
24/07/2019

A forte demanda por energia do mercado livre está fazendo com que a Neoenergia avalie projetos de renováveis para atender consumidores do ACL. O presidente da empresa, Mario Ruiz-Tagle, revelou a intenção em teleconferência com analistas nesta quarta-feira, 24 de julho. Segundo ele, há uma forte demanda industrial.

Na teleconferência, o executivo revelou que a Neoenergia também seguiu no leilão A-4 a estratégia de destinar um percentual da energia pequeno para o mercado regulado e a maior parte para o livre. Segundo ele, foram 70% destinados ao ACL.  Essa tendência de destinar um montante para o ACL apenas para garantir a viabilização dele e alocar o restante para o mercado livre já havia sido detectada no ano passado pelos players do setor. Ruiz-Tagle disse ainda que a empresa quer antecipar os projetos eólicos na Paraíba e no Piauí, sendo que este último foi o comercializado este ano no leilão A-4. No certame, ela viabilizou as EOLs Oitis 1 e Oitis 8, com 37,1 MW cada um, com preço de R$ 80/ MWh.

Na teleconferência, Ruiz-Tagle ressaltou que pela primeira vez a empresa teve lucro superior a $ 1 bilhão no semestre, subindo 48% na comparação com o ano passado. O IPO realizado movimentou R$ 3,7 bilhões e a Iberdrola continua como maior acionista da empresa. A operação foi o maior IPO desde 2007 e o maior do setor desde 2004.

Nas linhas de transmissão, os lotes leiloados no certame de abril de 2017 já possuem as licenças de instalação. No lote 4, o movimento de terras na SE Rio Brilhante e na SE Nova Porto Primavera foram finalizados. No lote 27 os equipamentos já chegaram e estão sendo montados. No leilão de LTs de dezembro de 2017, os contratos de concessão foram assinados  em março de 2018, as LIs estão em linha com o previsto e 92% do Capex já está contratado. Já no leilão de dezembro de 2018, o executivo destaca a entrega dos projetos básicos dos lotes 2, 3 e 14 com três meses de antecedência ao previsto no cronograma.