Make prevê adição de 670 GW de eólicas até 2027

Baixos resultados em leilão em vários países levaram a redução na perspectiva de crescimento

Da Agência CanalEnergia  
14/09/2018

Estudo da consultoria Make indica que a fonte eólica tenha um aumento de 670 GW de 2018 até 2027, com uma taxa de crescimento superior a 8% no período. De acordo com a consultoria, a ampla transição global para os mecanismos de leilão afeta os ajustes trimestrais das perspectivas, já que as mudanças nas diretrizes e escopo dos leilões, determinam o tamanho do mercado, particularmente no curto prazo. Com isso, há um rebaixamento de curto prazo globalmente de mais de 5 GW ou 1%. No terceiro trimestre, a dinâmica no Brasil, Índia e na Alemanha foram alguns dos motivadores que resultaram em uma mudança nas adições de capacidade esperada em comparação com a análise no segundo trimestre.

O baixo volume de energia adquirido no leilão A-6 do Brasil causou uma queda de quase 7% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Ajustes e atrasos no nível do projeto em toda a América Latina contribuem para um rebaixamento líquido de 4% da análise do segundo trimestre. O lançamento de detalhes preliminares do leilão na Colômbia e o progresso do desenvolvimento de projetos na Argentina, antes de um período recorde de três anos de oferta de novas capacidades, incentivam os sinais para a região.

Na Europa, um rebaixamento baseado em economia de 1,8 GW na Turquia distorce um trimestre amplamente positivo para ajustes de perspectiva em toda a região, incluindo a Rússia. Na Grécia também houve um rebaixamento modesto. Esses dois downgrades, combinados com ajustes em nível de projeto em outros países do sul da Europa, resultaram em um rebaixamento de 5% na sub-região.

O consumo global de pedidos de turbinas aumentou 56% no segundo trimestre deste ano para quase 15 GW. O aumento se deve à demanda no setor offshore. Desenvolvedores na Europa confirmaram quase 2 GW de pedidos offshore. No geral, os ajustes na perspectiva global estão mais concentrados no período de 2018 até 2020. Tirando os cinco países com maiores quedas, a diferença em relação ao trimestre passado na capacidade total em 10 anos é inferior a 300 MW, indicando estabilidade relativa globalmente, e apoiada por uma forte entrada de pedidos de turbinas eólicas até o primeiro semestre de 2018.

A perspectiva na China permanece inalterada trimestre a trimestre. O setor offshore e o crescente interesse no mercado distribuído da China sustentam essas perspectivas. Na Índia, a preocupação com a disponibilidade de transmissão afetou o interesse nos leilões recentes, o que resultou no planejamento do governo de refazer o leilão com menor capacidade. Como consequência, houve o rebaixamento da perspectiva, com a atenção voltada para a participação nos próximos leilões.