Eletrosul procura parceiro para construir linha de transmissão no MS

Companhia procura investidores interessados na participação societária de 51% ou 100% do empreendimento

Wagner Freire Negócios e Empresas
27/03/2017

A Eletrosul, subsidiária da Eletrobras, procura parceiro para construir um projeto de transmissão localizado no estado do Mato Grosso. Segundo a Chamada Pública, a companhia procura investidores interessados na participação societária de 51% ou 100% do empreendimento, de forma individual ou em grupo de investidores. Os interessados poderão enviar suas propostas até 26 de maio.

O projeto faz parte do leilão n° 04 de 2014 (lote E), promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A SPE Paraíso Transmissora de Energia, constituída pelas empresas Elecnor Transmissão de Energia (51%), Copel G&T (24,5%) e Eletrosul (24,5%), assinaram o contrato de concessão em 6 de maço de 2015, com previsão de operação comercial da linha até 6 de março de 2018. Segundo o comunicado, as empresas Elecnor e Copel estão transferindo suas ações para Eletrosul, que ficará com 100% de participação na SPE.

O Lote E é composto pelas linhas em 230 kV Campo Grande 2- Paraíso 2 C2 e Paraíso 2 - Chapadão C2, além da subestação Paraíso 2 (230/138 kV). O investimento está estimado em R$ 206,2 milhões, segundo valores de novembro de 2014. Os projetos já contam com a licença ambiental prévia e aguardam a licença de instalação. Clique aqui para saber mais sobre a chama pública. Esclarecimentos serão respondidos exclusivamente pelo e-mail chamadapublicainvestidores@eletrosul.gov.br.

Desalavancagem - Neste ano, a Eletrosul iniciou um processo de desalavancagem financeira por meio da transferência de ativos que estão em desenvolvimento. No início de janeiro, a empresa informou que estava perto de fechar um acordo com a multinacional chinesa do setor de energia Shanghai Electric para transferir empreendimentos de transmissão que integram o lote A do leilão 004/2014.

Os empreendimentos do lote A compreendem a interligação do potencial eólico do Rio Grande do Sul por meio de 2,1 mil quilômetros de linhas de transmissão, oito subestações e ampliação de 13 unidades existentes, com investimento estimado em 2014 em R$ 3,27 bilhões. A operação é tratada como uma transferência de projeto, uma vez que o ativo ainda precisa ser construído para gerar receita. Por conta disso, a Eletrosul não deverá receber nenhum pagamento.

Em um segundo momento, a Eletrosul assinou um contrato de R$ 3 milhões com o BB Banco de Investimento. O banco prestará consultoria especializada para a estruturação de processo de alienação e transferência para a holding Eletrobras de participação societária, inclusive controle de ações de Sociedades de Propósito Específico de geração eólica e de transmissão da Eletrosul. O contrato foi assinado em 17 de janeiro.