EDP Renováveis e Eneva se destacam no leilão A-6

Com 429 MW em dois parques eólicos, investimentos chegarão a R$ 1,87 bilhão. Eneva retorna a certames e amplia complexo termelétrico Parnaíba

Da Agência CanalEnergia 
03/09/2018

O destaque do leilão A-6, realizado na última sexta-feira, 31 de agosto ficou com a EDP Renováveis. A empresa conseguiu viabilizar 429 MW eólicos no certame. Os complexos Jerusalém (176 MW) e Monte Verde (253 MW) ficam localizados no estado do Rio Grande do Norte. Os investimentos nas usinas deverão ficar em torno de R$ 994,7 milhões e R$ 883,2 milhões, respectivamente, somando R$ 1,87 bilhão. O êxito no certame vai levar a empresa a alcançar 1,1 GW em 2024. Contando com esses contratos, a EDP Renováveis tem em construção e desenvolvimento no Brasil cerca de 800 MW em eólicas com começo da operação programado para 2018, 2023 e 2024. Jerusalém foi vendido com preço de R$ 94/ MWh enquanto o de Monte Verde, de R$ 87/ MWh.

Na fonte térmica, a Eneva voltou a participar dos leilões e conseguiu comercializar uma expansão do complexo termelétrico Parnaíba, com a usina Parnaíba V. Com capacidade de 386 MW, a estimativa de investimentos é de R$ 1,2 bilhão. O preço negociado ficou em R$ 179,98/ MWh e o início das obras previsto para o segundo semestre de 2019. De acordo com o CEO da Eneva, Pedro Zinner, a estratégia foi bem-sucedida e ela está apta desenvolver o fechamento de ciclo de Parnaíba I. Segundo ele, a empresa entra em um novo ciclo de crescimento e de geração de valor, e se consolida como uma das grandes empresas de energia do país.

A Eneva assinou contrato de EPC com a Techint para a implantação da térmica. Os equipamentos críticos da ilha de potência serão fornecidos por empresa do grupo GE. O prazo de construção previsto é de 31 meses. Em 2024, a Eneva terá 2,4 GW de capacidade e faturamento mínimo bruto anual de 2,5 bilhões.

A CPFL Renováveis viabilizou a PCH Lucia Cherobim, localizada no estado do Paraná com 28 MW de capacidade instalada. A usina vai ter investimentos de R$ 271,9 milhões. Além dessa PCH, ela também conseguiu comercializar no certame a EOL Gameleira, no Rio Grande do Norte. A eólica tem 14,7 MW de potência e vai demandar investimentos de R$ 116,7 milhões.  Quem também conseguiu êxito com PCH no leilão foi a Copel. A estatal paranaense vai construir a usina Bela Vista, de 29 MW. A Copel vai gastar R$ 200 milhões com a usina, que foi vendida a um preço de R$ 195,71/ MWh e será construída no Rio Chopim, nos municípios de São João e Verê (PR).

A Ceriluz viabilizou a PCH Sede II, também no Paraná, com preço de R$ 195,97/ MWh e investimentos de R$ 40,4 milhões. A UHE Baixo Iguaçu (PR – 350 MW), que deverá ser inaugurada no ano que vem pela Neoenergia e pela Copel, vendeu 23,4 MW med de energia da usina que ainda não havia sido contratada.

Os parques de Vila Ceará I e Vila Maranhão I, II e III deram para a Voltalia mais 115,3 MW em energia eólica no Brasil. Viabilizados com preço de R$ 93/MWh, as usinas localizadas no Rio Grande do Norte vão demandar investimentos de R$ 511,5 milhões.