CTG Brasil projeta voltar às compras em 2018

Empresa deverá levar mais um ano na integração dos ativos adquiridos e a preferência é de participar em leilões de energia nova com foco em UHEs de médio porte

Mauríco Godoi Da Agência CanalEnergia
31/05/2017

A subsidiária brasileira da China Three Gorges Brasil está em um momento de integração do investimento feito pela companhia nos últimos anos. A perspectiva é que a empresa chinesa volte ao mercado apenas em 2018, quando esse processo interno deverá estar concluído. O foco está em projetos greenfield, olhando principalmente a fonte hídrica em UHEs de médio porte, mas sem descartar as fontes eólica e solar.

De acordo com o CEO da CTG Brasil, Li Yinsheng, o processo deverá durar mais um ano e que a companhia deverá voltar ao mercado prioritariamente via leilões que são promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

“Estamos esperando para voltar ao mercado por uma decisão interna porque estamos consolidando nossos ativos adquiridos recentemente e incrementar a nossa eficiência”, comentou ele após participar do Brazil Invvestment Forum 2017, realizado em São Paulo.

O executivo não descartou textualmente que a companhia tem interesse por ativos já operacionais como as quatro usinas da Cemig que serão colocadas em leilão no âmbito do PPI pelo governo federal ou a Cesp, quando o governo do estado colocar a estatal à venda. Disse apenas que o foco é hídrico e com preferência por ativos greenfield.

Ele comentou que apesar desse posicionamento a companhia não para de avaliar as oportunidades de mercado. Para tanto, a empresa possui uma equipe de desenvolvimento de negócios que estão olhando para as oportunidades, mas reafirmou que no momento os trabalho é o de integrar os ativos adquiridos antes de avançar sobre os próximos possíveis alvos.

“Preferimos novos projetos porque podemos aplicar nosso know how, o foco é no crescimento orgânico, mas ativos operacionais serão bem selecionados”, indicou. “Nós gostamos de eólica e solar e temos muito na China, mas o ponto é que ainda não estamos prontos para iniciar o trabalho nessas fontes por aqui, e nossa preferência está na fonte hídrica por meio de novos leilões”, acrescentou. Nesse sentido, o executivo elegeu usinas de médio porte como o objetivo dos investimentos da empresa no Brasil.