CPFL Renováveis recebe certificado de green bonds

Empresa é a primeira da América do Sul a receber o certificado internacional e foi a primeira do setor a emitir esse tipo de título de dívida

Wagner Freire Investimentos e Finanças
28/03/2017

A CPFL Renováveis recebeu a certificação internacional da Climate Bonds Initiative reconhecendo a emissão de R$ 200 milhões em debêntures, feita em 2016, como green bond (título verde). A CPFL Renováveis é a primeira empresa da América do Sul a emitir green bond (título verde) com certificação internacional e a primeira do setor a emitir um título certificado. O green bond é um título de dívida que exige que os recursos captados sejam aplicados em projetos ambientalmente sustentáveis. Há investidores no exterior que só aplicam nesse tipo de instrumento. A emissão de bonds é uma forma de captar recursos em moeda estrangeira.

A Climate Bonds Initiative é uma organização internacional sem fins lucrativos. É a única organização no mundo que trabalha exclusivamente para promover investimentos em larga escala na economia de baixo carbono.

Segundo a CPFL, a debênture foi emitida em 2016 e os recursos foram utilizados para a construção dos projetos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito, com 231 MW de capacidade instalada, localizados no Rio Grande do Norte. O Santander foi o banco estruturador da emissão. A SITAWI forneceu parecer favorável quanto ao desempenho ambiental dos projetos financiados com os recursos do green bond, enquanto a VigeoEiris realizou a verificação da emissão conforme os critérios da Climate Bonds Initiative.

“Somos uma empresa 100% renovável. Apostamos no desenvolvimento do mercado de green bonds no Brasil, pois acreditamos ser uma oportunidade promissora para financiar projetos que estimulem o desenvolvimento sustentável do País”, afirma Gustavo Sousa, diretor presidente da CPFL Renováveis.

“Essa emissão da CPFL Renováveis mostra o grande potencial de crescimento do mercado brasileiro de títulos verdes. Foram os primeiros a emitir um green bond certificado pelo Climate Bonds Standard Board o que demonstra liderança e comprometimento com o desenvolvimento de um mercado de green bonds ético e com credibilidade’, afirma Justine Leigh-Bell, diretora de Desenvolvimento de Mercado.