CPFL Renováveis comemora 2 GW em operação de olho na consolidação do setor

Empresa alcançou a marca cinco anos depois de sua fundação e vê oportunidades de aquisições em projetos que somam 4,3 GW

Maurício Godoi Operação e Manutenção
06/12/2016

A CPFL Renováveis comemorou nesta terça-feira, 6 de dezembro, a marca de 2 GW de capacidade de geração instalada em operação comercial. Desse portfólio a maior parte ou 60% está baseada na fonte eólica com 1.260 MW. A segunda fonte é a PCH com 423 MW, seguido de biomassa com 370 MW. A empresa tem um total já contratado de 2.219 MW até 2020 e mais 3 GW de projetos em estudo.

O marco de 2 GW da CPFL Renováveis ocorreu com a entrada de dois complexos eólicos, Campos dos Ventos e São Benedito, ambos no Rio Grande do Norte. Esse volume representa, segundo os cálculos da CPFL Renováveis, 12% da capacidade nacional e também na America Latina, são 91 empreendimentos em operação. Nos dois complexos potiguares, são 110 torres distribuídas em nove parques que somam 231 MW com o maior fator de capacidade da empresa com 58,5%. Esses foram os primeiros projetos de mercado livre que conseguiram financiamento do BNDES. Segundo o diretor de novo negócios da empresa, Alessando Gregori Filho, a empresa possui hoje um portfólio de 2.226 MW em projetos eólicos, 453 MW em projetos solares, bem como 11 PCHs. Juntos, destacou ele, a empresa conseguiria mais que dobrar sua capacidade de geração atual.

“Todos são projetos que podem ser comercializados, são viáveis e desenvolvidos dentro de casa “, explicou ele. “Nossos projetos eólicos são todos no Nordeste, com três anos de medição e fator de capacidade acima de 54%”, destacou o executivo durante o evento de comemoração da marca de 2 GW.

Mas, a estratégia da empresa não está restrita ao desenvolvimento de projetos greenfield. “Nosso papel é o de ser consolidadores do setor”, definiu ele ao lembrar do início da CPFL Renováveis em 2011. O diretor da empresa apontou que há cerca de 4,3 GW em projetos em análise pela empresa para M&A, sem entrar em detalhes sobre as possíveis alternativas de negócios. Segundo ele, o fato de ainda existirem pequenas empresas e desenvolvedores de projetos com pequeno número de empreendimentos, abre essa possibilidade de aquisições.

“A estratégia tem que ser diversificada para o crescimento. O mercado de renováveis é fragmentado, temos vários players menores e com projetos únicos. Somos uma empresa estruturada com 2 GW em operação, isso representa oportunidades”, discursou ele.

*O repórter viajou a convite da CPFL Renováveis