Compromisso do governo é com o longo prazo, afirma Bento Albuquerque

Em seu discurso de abertura no Energy Week, ministro de Minas e Energia ressaltou a busca por previsibilidade para tornar o país um destino seguro e atraente aos investimentos

Da Agência CanalEnergia 
28/05/2019

O governo federal tem um compromisso com os investimentos no longo prazo. Essa foi uma das principais mensagens do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que participou da abertura do Brazil Windpower 2019 e do Energy Solutions Show, eventos paralelos promovidos nesta semana pelo Grupo CanalEnergia – Informa Markets, em São Paulo. O executivo, que abriu os dois eventos, reafirmou o compromisso do governo em viabilizar o ambiente no país para a previsão dos aportes de R$ 400 bilhões previstos no PDE 2027.

De acordo com o ministro, o país dispõe de diversas fontes e que não pode abrir mão de nenhuma delas. Ele citou até mesmo a manutenção da fonte térmica a carvão mineral para a região Sul do Brasil. Mas, o destaque é e continuará sendo a energia renovável, tanto na geração centralizada quanto na distribuída.

“Apoiamos as energias renováveis e mantemos o diálogo republicano e transparente com o Congresso Nacional, governadores, agências reguladoras, organizações internacionais, empreendedores, comunidade científica e acadêmica. Nosso plano de energia prevê um crescimento médio de 2,8% ao ano de nossa economia, nós vamos crescer e temos que acreditar nos números, inclusive, números maiores serão necessários no futuro”, discursou ele.

Albuquerque lembrou que o plano de investimento prevê R$ 226 bilhões em geração centralizada. Com esses valores, a expectativa é de que a expansão do setor seja baseada no incremento de 37 GW de fontes renováveis nos próximos 10 anos. A expectativa é de investimentos na casa de R$ 70 bilhões em eólicas, R$ 33 bilhões na fonte solar, R$ 14 bilhões em PCHs e CGHs, mais R$ 13 bilhões em usinas a biomassa. Há ainda outros R$ 60 bilhões em GD que podem acrescentar 12 GW de capacidade nova até 2027.

Nesse sentido, destacou o chefe da pasta de Minas e Energia, a expansão se dará tanto pelo mercado regulado e também pelo livre. Neste último, disse, a evolução vem permitindo a crescente oferta de energia. “O mercado livre é um ambiente onde cada vez mais vamos tendo êxito em sinalizar a expansão do sistema”, acrescentou.

Albuquerque lembrou que essas conversas com o setor como um todo têm como meta o desenvolvimento de políticas que tornem o Brasil um destino seguro e atraente para o investimento no setor elétrico. Por conta desse objetivo, o governo publicou as datas de leilões de geração e transmissão até 2021, uma decisão importante para o setor, principalmente, para os investidores que podem se planejar com antecedência necessária. Além disso, ressaltou a questão da estabilidade e previsibilidade para alcançar um mercado mais competitivo e com melhores serviços ao consumidor.