Com Ventos do Araripe 3, Casa dos Ventos coloca terceiro complexo em operação no ano

Projeto teve investimentos de R$ 1,8 bilhão e coloca Chapada do Araripe como fronteira eólica do país

Pedro Aurélio Teixeira Operação e Manutenção
28/11/2016

A Casa do Ventos inicia nessa semana a operação de mais um complexo eólico no Piauí e Pernambuco. Ventos do Araripe, com capacidade de 359 MW e investimentos de R$ 1,8 bilhão, é o terceiro complexo na região da Chapada do Araripe, situada entre os estados de Pernambuco e Piauí, desenvolvido pela empresa. Esse é o quinto complexo que a empresa inaugura desde outubro de 2015, completando a marca de 1,1 GW implantados. A operação será antecipada em mais de um ano, o que acarretará a possibilidade de receita no mercado livre. De acordo com Lucas Araripe, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos, essa entrada em operação coloca a empresa no rol dos maiores geradores eólicos do país, com cerca de 700 MW. "O projeto tem uma relevância muito grande, é um dos maiores complexos do Brasil e da América Latina. Mostra que estamos entre as principais implantadoras do país", afirma.

Esse ano, foram inaugurados os complexos de Ventos de São Clemente (PE - 216 MW) e Tianguá (CE -130 MW). Segundo o executivo, a entrega de todos esses parques no mesmo ano era um grande desafio para a Casa dos Ventos, que ela soube dar conta com um ritmo de construção acelerado. Ainda segundo Araripe, relatório internacional mostra que de janeiro a setembro, apenas com São Clemente e Tianguá, a Casa dos Ventos seria o sétimo país que mais instalou parques no mundo, à frente de países como México e África do Sul.

Com forte atuação no desenvolvimento de projetos, a Casa dos Ventos também vai se consolidando como implantadora de parques. Ao implantar mais de 1 GW, ela fica em um grupo seleto de players que alcançaram essa marca, como CPFL Renováveis e Eletrosul. "Isso mostra ao mercado que de fato ela é a maior desenvolvedora, mas também passa a ser reconhecida como tendo excelência na execução de projetos", avisa. A construção de Ventos do Araripe 3 gerou 2 mil empregos. Cerca de 70 famílias das cidades de Simões e Araripina, que tiveram suas propriedades arrendadas. Foram investidos R$ 5 milhões em projetos sociais.

Com mais esse complexo eólico, a Chapada do Araripe se consolida como uma das principais fronteiras eólicas do Brasil e ainda não esgotou seu potencial eólico. Além da Casa dos Ventos, players como a Votorantim Energia e a Queiroz Galvão também desenvolvem projetos na região. Lucas Araripe ainda promete mais projetos da empresa na região para o futuro. "Temos o Ventos do Araripe 4, que vamos preparar para o futuro", aponta.

LER - Frisando que por ter um portfólio diversificado com projetos em vários estados, não sofreu tanto os impactos na restrição aos estados da Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, o diretor da Casa dos Ventos acredita que a demanda vai guiar a disputa no LER deste ano. A empresa vai para o certame com um projeto no Piauí de 630 MW.