Com condomínios verdes, Rio Energy quer atrair autoprodutores em renováveis

Proposta traria custos menores em comparação com um parque gerador exclusivo

Pedro Aurélio Teixeira Da Agência CanalEnergia
04/07/2017

As empresas que almejam aumentar o uso de fontes renováveis na sua produção de energia, de modo a atingir metas de descarbonização vão ter uma aliada. A Rio Energy planeja apresentar a ideia do condomínio verde, em que os interessados teriam a geração de energia em empreendimentos com potencial para expansão já em operação da empresa. A iniciativa traria redução no investimento necessários para viabilização da produção de energia, além de custos menores para aquisição e operação e manutenção. “Você pode ter um parque pequeno, de 5 MW a 10 MW, mas se ele estiver dentro de um condomínio que tem 500 MW, o custo de O&M , equipamentos e infraestrutura fica rateado por muito mais megawatts e você fica muito mais competitivo”, explica Marcos Meirelles, CEO da Rio Energy.

O perfil de integrante do condomínio verde que a Rio Energy desenha é do grande grupo industrial e de grupos internacionais que tenham metas de ser 100% renovável no uso de energia. Segundo Meirelles, a empresa vai oferecer uma energia altamente competitiva dentro de um portfólio que vai estar associado ao perfil de consumo dele na sua plenitude. Outro aspecto que o executivo ressalta é que o montante de energia que a empresa poderá ficar dividido em mais de uma planta e fonte, sendo formado de maneira diferenciada. Atualmente, a Rio Energy implanta o complexo eólico Serra da Babilônia (BA – 223,25 MW), que tem previsão de entrada em operação em novembro de 2018. Serra da Babilônia é um dos lugares que poderia abrigar uma expansão para o condomínio verde.

Embora ainda não tenha fechado nenhuma parceria, Meirelles conta que a ideia tem sido bem recebida pelo mercado. Ele conta que o fechamento de parcerias deve acontecer ainda em 2017 ou em 2018. “Ainda este ano ou no próximo teremos novidades sobre a ideia do condomínio verde pode star proliferando de maneira forte no Brasil”, promete. A primeira autoprodução em energia eólica no país foi da Honda Energy, com a EOL Xangri-Lá, de 27 MW, inaugurada em 2014. Empresas intensivas no consumo de energia como a Vale também já sinalizaram a decisão de investir em parques eólicos para a produção de energia.

Leilão – Mesmo sem o governo confirmar qual tipo de leilão de energia via realizar este ano, a Rio Energy deve marcar presença no certame. Ela ainda avalia se vai participar com projetos eólicos ou solares. Para Meirelles, que prevê demanda de energia para um leilão, a transmissão vai ser um ponto importante na disputa, aonde ele espera preços que permitam a competição. “A relação retorno-risco tem que fazer sentido para a gente, em termos de preço de energia no leilão. Se os preços forem muito baixos estaremos ligados em outras ideias que não especificamente o leilão”, avisa.