CCEE indica retração de 2,2% no consumo de energia em julho

Em contrapartida, geração eólica e térmica registraram aumento no período

Da Agência CanalEnergia 
04/08/2017

Dados preliminares de medição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, coletado pela CCEE entre os dias 1º e 31 de julho, apontam retração de 2,2% no consumo e de 1,9% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período do ano passado.

A análise indica 56.674 MW médios consumidos no Sistema Interligado Nacional – SIN, queda de 2,2% frente ao montante registrado no mesmo período do ano passado. O Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, teve queda de 6,8%, número impactado pela migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Haveria diminuição de 1,1%, caso esse movimento fosse desconsiderado.

Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, houve aumento de 10% no consumo, número que inclui os novos consumidores vindos do mercado cativo. Excluindo esse impacto da migração, o ACL teria queda de 4,8% no consumo.

A avaliação do consumo de energia por ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, aponta que os maiores índices de retração no período, excluindo a migração, pertencem aos segmentos de bebidas, com -11,2%, minerais não metálicos -8,5% e transporte -7,9%.

Em julho, a geração de energia no Sistema somou 59.109 MW médios, montante de energia 1,9% inferior ao gerado em 2016, número impactado pela queda de 11,8% na produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. Por outro lado, as usinas eólicas e térmicas registraram incremento da produção no período, com aumentos de 20,9% e 24,9% respectivamente.

O boletim também informou uma estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em julho, o equivalente a 62,5% de suas garantias físicas, ou 37.289 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 68%.