CCEE: consumo de energia elétrica caiu 3% nos primeiros dias de novembro

Geração ficou em 61.640 MW médios, montante de energia 2% inferior ao registrado no mesmo período em 2016

Da Agência Canal Energia 
17/11/2017

Dados preliminares de medição de energia, coletados entre os dias 1º e 13 de novembro pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, indicam retração de 3% no consumo e de 2% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações constam na última edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Segundo o levantamento, o consumo de energia no SIN nas duas primeiras semanas de novembro alcançou 58.681 MWmédios, queda de 3% quando comparado ao consumo no mesmo período de 2016. O consumo no Ambiente de Contratação Regulado, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, caiu 6,1%, quando analisado já com o reflexo da migração de consumidores para o mercado livre. Caso esse movimento de mercado fosse desconsiderado, ainda haveria retração de 2,9% no consumo do ACR.

No Ambiente de Contratação Livre houve aumento de 5,1% no consumo, número diretamente impactado pelas novas cargas vindas do mercado cativo. Sem a presença desses novos consumidores na análise, o ACL apresentaria queda de 3,4% no consumo.

Dentre os segmentos da indústria avaliados pela câmara, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os ramos de madeira, papel e celulose químico e comércio, sem o efeito da migração para o ACL, registraram queda no consumo, com 11%, 9,9% e 6,7%, respectivamente. Por outro lado, houve aumento no consumo entre os setores de metalurgia e produtos de metal, saneamento e veículos, nesse mesmo cenário de migração, com 2,1%, 1,2% e 0,9%, respectivamente.

A geração de energia no Sistema, por sua vez, também registrou queda em novembro com a entrega de 61.640 MWmédios no período, montante de energia 2% inferior ao registrado em 2016. Os números são impactados pela diminuição de 9,4% na geração hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas e de 2% na geração eólica. Já a produção das usinas térmicas cresceu 18,9% no período analisado. Além da geração, foi identificado intercâmbio internacional de 92,31 MWmédios para o período.

O Boletim também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, em novembro, o equivalente a 66,24% de suas garantias físicas, ou 39.238 MWmédios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 70,55%.