CCEE aponta queda de 0,6% no consumo de energia em agosto

Migração de consumidores provoca aumento de 11% no consumo do mercado livre e queda de 4,9% no mercado cativo

Da Agência CanalEnergia 
06/09/2017

O consumo nacional de energia elétrica em agosto totalizou 58.859 MW médios, retração de 0,6% na comparação com o consumo registrado no mesmo mês do ano anterior. Os dados são preliminares e foram divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) nesta quarta-feira, 6 de setembro.

Segundo a CCEE, o consumo no mercado regulado registrou queda de 4,9%, refletindo a migração de consumidores para o mercado livre. Sem esse efeito de mercado, haveria aumento de 0,6% no consumo do ACR. Já o consumo do mercado livre, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, a análise indica incremento de 11% no consumo, índice impactado pela chegada de novas cargas vindas do mercado cativo. Caso esse movimento fosse desconsiderado, o ACL apresentaria queda de 3,4% no consumo.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de retração no consumo de energia no período, excluindo a migração, pertencem aos segmentos de minerais não metálicos (-9,8%), bebidas (-7,5%) e comércio (-3,3%). No entanto, os setores de veículos (+8,6%) e saneamento (+4,6%) registraram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada.

A análise da geração de energia no Sistema Interligado Nacional, por sua vez, indica a entrega de 60.955 MW médios de energia em agosto, montante 0,8% inferior ao do ano passado. A diminuição tem impacto direto da queda de 14% na produção das usinas hidráulicas, incluindo as pequenas centrais hidrelétricas. As usinas eólicas (+27%) e térmicas (+31%), por sua vez, registraram desempenho positivo no período.

A CCEE também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, em agosto, o equivalente a 60,5% de suas garantias físicas, ou 36.110 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 65,7%.