Capacidade eólica deve crescer mais de 8% ao ano até 2027, diz estudo

Projeção da Make aponta que Pedidos globais de turbinas aumentou 27% no primeiro trimestre do ano para quase 13 GW no segundo

Da Agência CanalEnergia 
19/06/2018

A capacidade de energia eólica deve crescer anualmente 67 GW de 2018 a 2027, segundo previsões da consultora Make. Esse crescimento vai representar um aumento anual de 8% nesse período. Já a capacidade global de eólica melhorou quase 3%, com as perspectivas de vários países aumentando em mais de 1 GW, trazendo uma atualização de mais de 15 GW para a perspectiva global de 10 anos. O consumo global de pedidos de turbinas aumentou 27% no primeiro trimestre do ano para quase 13 GW no segundo. O aumento pode ser atribuído à demanda na Índia, já que os vencedores do leilão local correm para adiantar os projetos em execução antes dos prazos legais.

O estudo da Make mostra que a evolução das políticas teve no segundo trimestre um impacto significativo na perspectiva global da fonte. Aprimoramentos de políticas no Japão e Índia resultaram em adição de gigawatts nesses países, o que acabou por compensar o revés em políticas de países como o Irã. A melhoria global neste trimestre está concentrada no médio prazo, aumentando a capacidade em quase 14 GW de 2020 a 2024.

O estudo diz que as eólicas offshore no Estados Unidos seguem crescendo e que três estados somaram 1,4 GW a capacidade dessa modalidade eólica no segundo trimestre. Esse valor aumenta as expectativas para a próxima década. As perspectivas para a América do Norte aumentam 10% em comparação com a análise no primeiro trimestre. Ainda na América do Norte, o México teve um rebaixamento nas suas perspectivas de 24%, devido ao processo eleitoral.

Na Europa, as perspectivas aumentaram em 1,7 GW no trimestre. No Reino Unido, o aumento deve ficar em 500 MW, assim como na Noruega. Na Holanda, um leilão trouxe um aumento de 600 MW, o maior ajuste trimestral na comparação com o primeiro trimestre. Esses números da Holanda ajudaram a combater os rebaixamentos na maior parte do restante da sub-região. Dentre os que foram revisados para baixo, estão Alemanha, França e Bélgica. Outro país que foi revisado para baixo foi a Turquia, devido a sua fragilidade econômica. Um leilão na Grécia produziu a única mudança significativa no sul da Europa em comparação com a análise no primeiro trimestre, de 31%.

A assinatura de contratos eólicos no Egito e na África do Sul estimulou o crescimento em mercados onde o desenvolvimento do mercado se tornou um tanto inerte. Os mais de 1 GW adicionados às perspectivas de cada país aumentam as perspectivas para a África em 9% do continente.

Na China, as perspectivas na China permanecem praticamente inalteradas trimestre a trimestre, apesar do anúncio de um leilão nas principais bases de energia eólica. Turbinas chinesas para offshore tiveram pedido recorde de 300 MW anunciados, já que o setor do mercado do país continua a se desenvolver rapidamente. Na Índia, uma meta agressiva de energia eólica fez com que a perspectiva fosse aumentada em 8 GW nos próximos 10 anos. Um upgrade de 3 GW no Japão e um maior compromisso com a construção offshore contribui para uma atualização de 13% no trimestre a mais para a Ásia-Pacífico.