BNDES desembolsa R$ 1,1 bi no primeiro bimestre para energia elétrica

No acumulado de 12 meses há um crescimento de 30% com R$ 13,2 bilhões na destinação de recursos para o segmento

Maurício Godoi Da Agência CanalEnergia
22/03/2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social desembolsou R$ 6,85 bilhões no primeiro bimestre de 2018. O setor que mais recebeu recursos do Banco no período foi o de infraestrutura que ficou com R$ 2,44 bilhões. Nesse sentido, o destaque foi dado para o segmento de energia com cerca de R$ 1,1 bilhão, queda de 37% quando comparado ao mesmo período de 2017. Contudo, no acumulado de 12 meses há um crescimento de 30% com R$ 13,2 bilhões, ou 19,5% dos desembolsos da instituição. De acordo com o banco, os investimentos em parques eólicos são também os responsáveis pelo desempenho da região Nordeste, que, recebeu R$ 1,5 bilhão no bimestre e R$ 13,6 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, com crescimento de 15% na comparação com os 12 meses anteriores. Outro segmento de destaque foi a Agropecuária, com R$ 1,7 bilhão recebido no bimestre, 24,7% do total. As liberações para comércio e serviços somaram R$ 1,73 bilhão, enquanto a indústria ficou com R$ 985 milhões.

No acumulado em 12 meses – entre março de 2017 e fevereiro de 2018 – o BNDES desembolsou R$ 67,6 bilhões, dos quais R$ 25,9 bilhões foram destinados a projetos de infraestrutura, valor 2% superior ao liberado para o setor nos 12 meses anteriores. As aprovações para novos financiamentos no primeiro bimestre cresceram 5%, somando R$ 9 bilhões. Novamente, o destaque setorial foi a infraestrutura, com R$ 4,2 bilhões. Desse valor, R$ 3,4 bilhões referem-se a projetos de energia elétrica, ou 37,5% do total aprovado, aumento de 74% em comparação ao mesmo período de 2017. As aprovações nos últimos 12 meses também aumentaram, 41%, para R$ 16,4 bilhões, ou 21,8% do total de R$ 75,3 bilhões aprovados pelo BNDES em 12 meses. Em sua análise, o banco de fomento afirma que a partir de dezembro de 2017, a curva das aprovações ultrapassou a de desembolsos, o que indica uma tendência de crescimento futuro das liberações.