Audiência pública discutirá projeto eólico de 200 MW no Paraná

Empreendimento é planejado pela Enercons, Vento Sul e Innovent na divisa com o estado de Santa Catarina e investimento estimado em R$ 1,3 bilhão

Da Agência CanalEnergia 
26/02/2018

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) promoverá uma audiência pública na cidade de Palmas, para a apresentação dos Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental do Complexo Eólico Palmas II, a ser implantado nas imediações do km 30 da rodovia PR-280. O evento ocorrerá no dia 1º de março, às 19 horas, no Centro Cultural Dom Agostinho José Sartori e nele serão expostos ao debate público as principais características técnicas e ambientais do projeto.

O investimento previsto no empreendimento de 200 MW de capacidade instalada é de R$ 1,3 bilhão. De acordo com o projeto atual, o complexo será formado por sete parques que terão 100 torres de 120 metros de altura que poderão ser executadas em concreto ou em chapas metálicas.

O projeto está situado a menos de 20 quilômetros da cidade de Palmas, onde empresas geradoras até mesmo de Santa Catarina estão procurando conexão devido ao estrangulamento do sistema do Oeste daquele estado e atestando a potência da região. Além disso, a Copel está com projetos de expansão de suas linhas de transmissão e de expansão da subestação já engatilhados, tal como o Operador Nacional do Sistema Elétrico já incluiu no seu planejamento. A Audiência Pública é destinada a colher opiniões da comunidade sobre os estudos ambientais, elaborados pela Cia Ambiental, de Curitiba.

Os projetos de engenharia ficaram a cargo da sócia Enercons, os estudos energéticos são de autoria da empresa alemã associada ao projeto Innovent. A Ventos do Sul, empresa também sócia e localizada no município de Abelardo Luz, 45 km distante de Palmas, foi responsável por assuntos fundiários, nos quais os arrendadores das terras poderão investir em 49% dos projetos em 1 dos parques que compõem o complexo. De acordo com o relatório que será apresentado, a conclusão é de que “com base na identificação dos impactos foi possível definir as medidas preventivas, mitigadoras e compensatórias, no caso dos impactos negativos e, potencializadoras, para os positivos.

Essas medidas, quando agrupadas por tema, deram origem aos diversos programas ambientais propostos, a fim de garantir que o empreendimento venha a ser instalado e operado em harmonia com o meio ambiente, gerando o menor impacto ambiental negativo possível”. E ainda, que “a não realização do empreendimento permitiria a manutenção das condições locais atuais. Nesse cenário, não haveria outras interferências, além das atuais, no uso do solo da região, mas considera-se que, diante das possibilidades de redução dos impactos negativos e pela extensão dos impactos positivos elencados neste estudo, a implantação do Complexo Eólico Palmas II trará benefícios diversos ao município de Palmas e região, garantindo a geração de energia através da exploração de recurso abundante na região e atualmente subaproveitado, geração de emprego e renda e incremento do potencial turístico municipal”.

E terminou ao afirmar que o empreendimento proposto é ambientalmente viável ao se avaliar a proposição de programas ambientais, desde que cumpridas integralmente  as regulamentações ambientais vigentes e as medidas e programas propostos.