WEG fecha contrato para construir usinas solares na Paraíba

Negócio contempla a implantação de dois projetos, de 31 MWp e 12 MWp cada, incluindo subestação e linha de transmissão de interesse restrito na cidade de Coremas

Wagner Freire Negócios e Empresas
03/04/2017

A multinacional brasileira WEG anunciou nesta segunda-feira, 3 de abril, que fechou contrato para fornecer, na modalidade de EPC (engenharia, projeto e construção, na sigla em inglês), os equipamentos para os complexos fotovoltaicos Coremas I e II, localizados no estado da Paraíba. O contrato contempla a construção de duas usinas, de 31 MWp e 12 MWp cada, incluindo subestação e linha de transmissão de interesse restrito aos projetos na cidade de Coremas. O valor do contrato de EPC não foi informado.

Coordenado pela Nordic Power Partners -- uma joint venture entre European Energy e Fundo de Investimento Climático da Dinamarca - e a brasileira Rio Alto Energia, o  projeto prevê ainda a construção de uma terceira usina solar (Coremas III), com previsão para ser entregue em outubro de 2018. Juntas, os três empreendimentos somarão 93 MWp em capacidade de geração, com investimentos estimado e R$ 426 milhões.   “Vamos fornecer toda a engenharia, gestão de compras e construção das usinas. Trata-se de um projeto inédito de EPC solar chave na mão realizado pela WEG", diz João Paulo Gualberto da Silva, diretor de Novas Energias da empresa. “As entregas devem ocorrer em 2017 e se estender até 2018”, acrescenta.

Para o Senior Partner da Rio Alto Energia, Sergio Reinas, o principal objetivo do complexo Coremas é produzir energia limpa e renovável. “As usinas irão gerar 207.000 MWh ao ano, energia suficiente para abastecer mais de cem mil residências e incluir definitivamente os projetos solares brasileiros no cenário internacional (evitando o lançamento anual de 13 toneladas ano de CO2 na atmosfera)”, salienta.   Já o Sr. Jens-Peter Zinc, vice-presidente Executivo da NPP, lembrou que os impactos econômico e ambiental do projeto são amplamente positivos para o Brasil e para a região Nordeste, que possui um enorme potencial de geração solar.