Transição energética é mais acelerada na Europa e Oceania, aponta E&Y

Acesso à produção de energia, equivalência em custos de produção e desempenho de carros elétricos influenciarão todos os países, porém em prazos distintos

Da Agência CanalEnergia 
31/08/2018

O acesso à geração autossuficiente de energia, gerar e armazenar energia pelo mesmo valor do que adquirir de um fornecedor e os carros elétricos vão conduzir a transformação na forma como produzimos e consumimos eletricidade. Essa é a conclusão de uma pesquisa da E&Y (ex-Ernst&Young), realizada com consultoria global. Esse processo está em andamento, mas os prazos são distintos entre si.

O levantamento estima que os carros elétricos serão os primeiros a conquistarem espaço nos mercados mundiais, se tornando semelhantes aos veículos de combustão em desempenho e custos até 2025.

Na Europa e Oceania foi identificada a equivalência dos custos de geração e armazenamento ante a compra de fornecedores. É estimado que até 2021 esta mudança já esteja em operação na Oceania e em 2022 na Europa, enquanto os Estados Unidos só devem chegar a esse patamar em 2042, onde o setor energético é muito complexo e altamente regionalizado. E ainda há o baixo custo do gás natural, taxas baixas nas contas de energia e pouco gasto com manutenção da rede no mercado norte-americano.

A projeção da produção de energias renováveis até 2050 reflete esta tendência. Na Europa e Oceania, elas representam 50% e 49% da demanda de consumo, respectivamente. Nos Estados Unidos – onde as políticas de energia renováveis estão em evolução e são mais variáveis – atinge os 18% na região Nordeste e 49% na costa Oeste.

Muitos países europeus, aponta a E&Y, já começaram a mudar seus modelos de negócios de energia em resposta a pressões regulatórias. O levantamento indica que US$ 67 bilhões de receita de serviços públicos tradicionais estarão em risco em 2050 pela destruição da geração de energia solar. Em todo o mercado norte-americano, prevê-se que anualmente US$ 49 bilhões estarão em risco, impulsionados pela costa Oeste (US$ 26 bilhões), onde a política estadual estimula o investimento em distribuição de energia renováveis. E na Oceania, anualmente US$ 11 bilhões em receita estarão em risco.