Schneider tem meta de reduzir consumo de energia em 10% a cada três anos

Multinacional francesa encerrou ciclo que vai até final de 2017 com consumo 7,1% menor do que em 2015

Mauricio Godoi Negócios e Empresas
07/04/2017

A multinacional francesa Schneider tem uma meta de redução de seu consumo energético em 10% em termos globais a cada dois anos. A política foi iniciada em 2002 como um programa de três anos para reduzir impacto de suas operações. A empresa vem aplicando suas soluções internamente para que este possa ser uma espécie de show room para seus clientes. O ciclo atual vai de 2015 a 2017, ao final de 2016 o resultado alcançado foi de 7,1%.

O vice presidente sênior de Sustentabilidade da Schneider Electric, Gilles Vermont-Deroches, conta que a cada novo o desafio se torna maior, pois a base com a qual se trabalha a redução é menor. Além de poder demonstrar os conceitos criados e desenvolvidos pela empresa, dessa forma a companhia também consegue baixar seus custos operacionais globalmente. Esse é um dos indicadores para metas de sustentabilidade que devem ser alcançadas e atender ao  Barômetro Planeta & Sociedade que possui mais 15 itens.

"Sempre temos a meta de reduzir em 10% nosso consumo global de energia com a participação de todas as nossas maiores unidades. Os primeiros dez porcento foram mais fáceis e a cada novo período o desafio fica maior de ser alcançado", comentou o executivo.

Desde que instalou-se em sua atual sede mundial, localizada em Rueil Malmaison, região metropolitana de Paris, em 2009, a empresa vem apresentando retração no consumo por metro quadrado. Em 2015 chegou a algo próximo a 74 kWh por metro quadrado. Em 2017, a combinação entre as soluções de eficiência energética com novos sistemas de minigeração distribuída a Schneider pretende alcançar um nível de 50 kWh por metro quadrado, volume classificado como o limite atual dos mais modernos edifícios que estão em construção no mundo.

De acordo com os dados da empresa, o consumo de energia na sede da empresa era de 320 kWh por metro quadrado em sua antiga sede. Em 2009, com a alteração de endereço, a redução desse volume foi para 150 kW. A Schneider explicou que antes da decisão pela mudança houve a prescrição de soluções de eficiência energética não somente da própria empresa para o proprietário do imóvel. A companhia explica que o resultado não dependeu apenas de processos automáticos, mas pela análise de dados feita de forma assertiva, uma função que necessita de pessoas corretamente capacitadas para interpretar e propor medidas que possam ir ao encontro do objetivo de reduzir os desperdícios.

O investimento no prédio não foi feito pela companhia, pois não é a proprietária do imóvel, mas começou a ser pensado por sua equipe de gerenciamento ainda em 2014 e em 2016 terminou o processo de modernização por meio da instalação das usinas, uma solar fotovoltaica localizada no telhado do edifício e outra por meio da fonte geotérmica. O investimento foi de 5 milhões de euros e essa capacidade instalada atende a 10% da energia, são 260 MWh atendidos pela geração solar e 800 MWh pela usina geotérmica ao ano.

Segundo a empresa, o retorno do investimento não foi o principal incentivador para o convencimento do proprietário a realizar o aporte porque os cálculos apontavam para um período de 11 anos. O aporte traz a atualização do valor de mercado do prédio o que trouxe o argumento econômico necessário para a implantação das usinas.

*O repórter viajou a convite da Schneider Electric