PSR deve entregar até junho estudos sobre custos de fontes de geração

Workshop reuniu agentes do setor. Resultado vai contribuir para balizar EPE em estudos futuros

Pedro Aurélio Teixeira Da Agência CanalEnergia
05/04/2018

O estudo sobre os reais custos e benefícios das fontes de geração de energia elétrica no Brasil, que está sendo feito pela PSR, deve ficar pronto em junho. Na última terça-feira, 3 de abril, foi realizado na sede da Empresa de Pesquisa Energética, no Rio de Janeiro (RJ), um Workshop em parceria com o Instituto Escolhas e o Instituto Clima e Sociedade, em que foram apresentados os resultados parciais do estudo. O resultado vai auxiliar na preparação da EPE para a elaboração de estudos de sistemas futuros. “Ele traz elementos para o aperfeiçoamento da discussão do processo de estudos de planejamento”, afirma Luiz Augusto Barroso, presidente da EPE.

“O objetivo do estudo é revelar para a sociedade qual o custo final de todas as fontes. Não estamos entrando no mérito se ele é correto ou não, só estamos externalizando de modo transparente o custo total”, explica Bernardo Bezerra, diretor da PSR que participa do estudo e que o apresentou no Workshop. Embora o estudo ainda não tenha sido finalizado, já há sinalizações que causaram certa surpresa. Bezerra conta que a valoração da ordem de grandeza da inércia foi uma delas. Para ele, a ideia era que o valor fosse maior, mas ele não é tão grande quanto o que está sendo identificado.

Outro ponto que o diretor da PSR citou foi o do atributo da modulação, que não estaria sendo muito precificado de acordo com a base de dados usada pela PSR. Bezerra explica que isso acontece pelo fato de haver muitas hidrelétricas no sistema do Brasil. “As próprias UHEs estão prestando o serviço de fazer modulação ao longo do dia da produção de energia eólica e solar e também do atendimento da carga horária”, avisa o diretor da PSR, que considerou o estudo uma ótima oportunidade para se debruçar em temas específicos e técnicos. A análise de itens como Capex & Opex; Serviços de geração, Custos de Infraestrutura e Subsídios e Incentivos também estão inseridos no estudo.

O evento contou com a presença de agentes que representavam as mais variadas associações, empresas e instituições do setor, que questionaram aspectos do estudo que abordavam as suas fontes. Barroso aprovou o debate, frisando que a discussão qualificada está em linha com os objetivos da EPE e do Ministério de Minas e Energia.