Portal Solar estrutura-se como marketplace e mira até 50 MW em 12 meses

Plataforma já tem acordo de financiamento com o BV e planeja lançar novo portal no terceiro trimestre com nova ferramenta automática para viabilizar negócios em geração distribuída

Maurício Godoi  Da Agência CanalEnergia
24/04/2018

De São Paulo (SP)

Originalmente um blog, o Portal Solar está há cerca de dois meses operando como um marketplace. Nesse período, a empresa calcula ter viabilizado negócios que somam quase 3 MW em geração distribuída, seu foco de atuação. A meta é de fechar os 12 primeiros meses com um volume entre a faixa de 40 a 50 MW. Para isso, está focado nesse momento no desenvolvimento de um novo portal totalmente novo e com ferramentas automáticas de compra e venda entre os elos dessa cadeia, o fabricante, distribuidor, instalador e consumidor final.

Entretanto, um importante passo já foi dado pela empresa ao fechar um acordo com o BV para oferecer linhas de financiamentos para interessados em instalar sistemas solares. De acordo com o diretor da plataforma, Rodolfo Meyer, após um piloto desenvolvido no ano passado a instituição financeira passou a disponibilizar uma linha de financiamento para a solar tanto para a pessoa física quanto a jurídica, partindo de valores de R$ 5 mil a até R$ 1 milhão com prazo de até 60 meses.

Esse novo portal, continua Meyer, deverá ser lançado no terceiro trimestre deste ano. Ele explica que essa medida vem da necessidade de desenvolver mais as ferramentas aplicadas, isso porque a ideia inicial era de desenvolver um canal para ensinar as pessoas sobre o que era a energia solar fotovoltaica que estava dando seus primeiros passos por aqui. O Portal Solar começou há pouco mais de 4 anos.

“Estamos desenvolvendo um site do zero, reescrevendo todo o portal para estruturar melhor a ferramenta de marketplace, que hoje temos é uma plataforma de e-commerce padrão, queremos uma 100% para marketplace com maior automação de compra e venda mais automática”, aponta ele.

Meyer relembra que a sua meta era apenas a de dar informações acerca da nova fonte que chegava ao país. “Seria uma espécie de guia de compras, mas aos poucos começamos a receber pedidos de orçamento. Por outro lado empresas que atuavam nesse ramo começaram a se cadastrar em nossa base de dados”, contou.

A virada veio em 2015 com o tarifaço de energia. Embora a regulamentação para a geração distribuída data de 2012 com a REN 582 da Aneel, foi somente quando a alta da tarifa chegou que os acessos aumentaram, reflexo da procura por energia mais barata por parte dos consumidores que procuravam a geração distribuída como alternativa a valores mais elevados da conta de luz. O Portal Solar, continuou, não registravam nem 80 mil acessos em 2014 e depois do aumento da  tarifa esse número disparou para algo próximo a 270 mil acessos de 180 mil usuários ao mês.

“Desde então estamos crescendo na casa de 40% no número de acessos para algo próximo a 15 mil acessos diários. E os números continuam a elevar, são 4 mil empresas cadastradas e diariamente são 10 novas”, calculou.

A ideia do marketplace veio nessa época, com a meta de rentabilizar essa base de dados. Ele conta que foram cerca de 18 meses para a estruturação, houve um início de forma mais introdutória para entender como funcionaria a estrutura em 2017 e há cerca de dois meses a operação começou para valer. E hoje, acrescentou, são parcerias com 10 maiores distribuidores de equipamentos, instaladores e que procuram clientes finais. No acumulado desse período foram 400 sistemas instalados de diversos tamanhos em uma movimentação financeira de cerca de R$ 10 milhões. Meyer calcula que desde o começo das operações em teste há um ano e 4 meses foram 27 MW viabilizados.

Os sistemas começaram entre 1,5 kW e 2 kW e hoje já estão em um patamar mais elevado, segundo ele, há muita coisa de 5 kW, normalmente de clientes residenciais. E esse é  foco do alcance da empresas, já que os maiores sistemas são mais difíceis de estarem disponíveis. Apesar dessa média, diz ele, atende a demanda por sistemas de até 1 MW. Maior que isso são empresas já mais estruturadas e que não são de clientes finais.