Portal Solar amplia atuação para chegar ao consumidor final

Empresa implementa mudança na forma de comercializar sistemas de GD solar ao permitir novas formas de pagamento como no cartão de crédito

Da Agência CanalEnergia 
23/01/2019

DE SÃO PAULO (SP)

O ano de 2019 para o Portal Solar deverá ser de expansão. A empresa que reportou um movimento de R$ 100 milhões por meio de sua plataforma de marketplace em 2018 projeta crescimento de cinco vezes esse volume entre janeiro e dezembro. A expectativa é de chegar a R$ 500 milhões, representando a venda de sistemas que somam algo entre 100 a 120 MWp de capacidade de geração da fonte solar.

Essa projeção, explicou o CEO do Portal Solar, Rodolfo Meyer, tem como base a perspectiva de crescimento do mercado solar e uma mudança na forma de pagamento de sistemas solares que são comercializados via a plataforma que dirige.  A empresa implantará esse ano um modelo novo de comercialização de sistemas atuando como um varejista, ou seja, abrindo a venda a consumidores finais por meio de cartão de crédito e permitindo parcelamento ou desconto no pagamento à vista.

“Vemos que o mercado no ano passado praticamente triplicou de tamanho. Nosso faturamento chegou à casa de R$ 100 milhões, seis vezes mais do que em 2017, ou seja, aumentamos nosso market share”, destacou o executivo. “Pretendemos com essa nova modalidade de pagamento conquistar mais espaço, acho que o potencial é grande”, destacou.

Esse otimismo de Meyer tem como base a perspectiva de aumentar o volume de vendas ao passo que o preço dos equipamentos fica mais baixo e o interesse dos consumidores aumenta. Em sua análise, a tendência é de que os sistemas negociados fiquem menores em termos de capacidade ante os negociados atualmente. Segundo dados apresentados pelo executivo, 80% das vendas concentraram-se nas faixas de até 10 kWp sendo a maioria entre 3 e 5 kWp de capacidade. Esse volume é mais elevado, por exemplo, que a média dos sistemas instalados em países onde a fonte está em um estágio mais avançado, como por exemplo, na Austrália, onde os sistemas ficam em 1,5 kWp em média.

“Ainda estamos atendendo a uma parcela da classe média no país que tem acesso a recursos financeiros e que ao mesmo tempo são mais esclarecidas quanto aos benefícios que essa fonte traz, como o retorno financeiro em um curto espaço de tempo”, avaliou. “A tendência é de que os tamanhos desses sistemas solares e o ticket médio fiquem cada vez menores”, acrescentou.

Apesar de ir para a operação em formato de varejo, Meyer afirmou que o Portal Solar continuará destacando a figura do instalador. Além do consumidor final poder comprar o equipamento separado do serviço poderá ser adquirido o equipamento em conjunto com o serviço. “Nossa ideia é a de manter o incentivo aos instaladores ao dividir a margem com esses agentes, pensamos em bonificar a empresa financeiramente ou implementar um programa de pontuação. Nossa estratégia é a de preservar o instalador que é peça fundamental neste mercado”, explicou. O Portal Solar alcançou o volume de 8 mil instaladores cadastrados na plataforma na semana passada.

Ele explicou que o desempenho  bateu a meta estimada para 2018 em termos financeiros que era em algo próximo a R$ 80 milhões. Mas a questão, disse ele é que foram vendidos mais equipamentos, mas de menor capacidade que são mais caros que os maiores. A meta de 2019, apesar de ser ambiciosa é factível, comentou ele ao relatar que o movimento no mês de janeiro está elevado, com faturamento na casa de cinco a seis vezes mais elevado do que em 2018.

Esse movimento, disse, é decorrente do aquecimento da economia como um todo. Pois, lembrou, esse é o primeiro ano desde que o segmento de geração distribuída no país começou a se tornar uma realidade, que o consumidor não vê cenário de crise, seja econômica ou política como o país passou nos últimos três anos. “O movimento não é apenas do crescente interesse em energia solar, mas também pelo crescimento da economia no país”, apontou.