Mercado de GD em 2018 já supera vendas de 2017

De janeiro a junho, faturamento de integradoras está estimado em R$ 2,2 bilhões

Da Agência CanalEnergia 
06/08/2018

Em apenas seis meses, o mercado de geração solar distribuída em 2018 comercializou 38% a mais do que total vendido em todo o ano de 2017, o que mostra que apesar do mercado ter crescido aceleradamente no ano passado, o crescimento neste ano é ainda mais promissor, aponta pesquisa realizada pela Greener, consultoria especializada no setor de energia solar fotovoltaica.

De janeiro a junho deste ano, foram comercializados 410 MWP, cujo faturamento está estimado em R$ 2,27 bilhões. Para fins de comparação, o volume total comercializado totalizou 297, 6 MWp em 2017.

Segundo a Greener, a pesquisa tem o objetivo de avaliar o atual desenvolvimento do mercado de empresas integradoras. Foram entrevistadas 768 empresas entre 18 de junho e 11 de julho. A amostragem contempla empresas de todo o país e porte, buscando obter uma amostra heterogênea e confiável do mercado de integração de geração distribuída.

A pesquisa notou que a alta do Dólar provocou um aumento dos custos dos kits fotovoltaicos (módulo, inversor, serviços), embora o preço para o cliente final tenha caído 2,98% em seis meses. “Apesar do aumento médio do preço dos kits fotovoltaico, houve redução no preço final para os clientes, o que mostra que o integrador está trabalhando com margens mais apertadas para compensar a alta no valor dos kits”, destaca.

A pesquisa também mostrou que o tempo médio de retorno do investimento no Brasil para sistemas residenciais é em torno de 5 a 6 anos, para o caso de sistemas comerciais é entre 4 e 5 anos e para sistemas industriais é em torno de 7 anos. “Mesmo os sistemas industriais sendo maiores e com um preço inferior, a tarifa na média tensão é bem inferior à da tarifa da baixa tensão, fazendo com que o retorno financeiro ocorra em um prazo maior.” Os bancos Santander, BNB e Banco do Brasil estão entre os principais financiadores desse mercado.

Do ponto de vista regulatório, uma das grandes preocupações das integradoras são com o fim da isenção do ICMS sob a energia injetada na rede e a introdução da tarifa binômia.

Ao final de junho, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, a potencia total de geração distribuída fotovoltaica conectada na rede totalizava 308 MWP, somando mais de 32,2 mil unidades consumidoras beneficiadas.  Clique aqui para acessar a íntegra da pesquisa.