Estado de São Paulo e BID firmam convênio para GD Solar e resíduos sólidos

Valor do programa é de R$ 2 milhões sendo que a maior parte será destinado à geração distribuída solar fotovoltaica

Maurício Godoi Da Agência CanalEnergia
08/11/2017

De São Paulo

Um convênio entre o governo do estado de São Paulo e o BID pretende incentivar e desenvolver a geração distribuída solar fotovoltaica e a geração de energia por meio do uso dos resíduos sólidos. O acordo foi assinado no início do ano e agora começa a dar seus primeiros passos com a contratação de estudos e serviços de consultoria para avaliação do potencial de uso da fonte solar fotovoltaica em prédios público e o desenvolvimento desses sistemas de GD. E ainda, buscará desenvolver mecanismos de financiamento para estas duas tecnologias.

O valor do programa é de R$ 2 milhões sendo que a maior parcela deverá destinar-se à fonte solar. Convertido em dólares são cerca de US$ 600 mil do BID e uma contrapartida do Estado de US$ 100 mil, montante este destinado via mão de obra para essa ação, sem a aplicação de recursos diretamente. Pela instituição multilateral serão US$ 365 mil para a GD solar, US$ 135 mil para resíduos sólidos e US$ 100 mil para coordenação e monitoramento.

De acordo com o especialista em energia do BID, Arturo Alárcon, o valor será aportado a fundo perdido pelo Banco por meio da Iniciativa de Qualidade de Infraestrutura do Japão. A duração do convênio é de três anos. Algumas ações, contou ele à Agência CanalEnergia, poderão ser executadas antes desse prazo e outras ultrapassar.  “Esperamos os resultados iniciais dos estudos que serão contratados já em 2018. Uma parte é a identificação de prédios públicos e o desenvolvimento de ferramentas para o uso da fonte solar nesses locais e quais tecnologias são mais adequadas”, explicou.

No caso do uso de resíduos sólidos a ideia é a de avaliar as melhores formas de gerar energia em aterros sanitários, seja por meio do biogás ou a queima direto do material obtido. Segundo o representante do BID, não há nenhum restrição quanto a alternativas nem a localização dessas plantas de geração, desde que dentro do estado de São Paulo.

“A ideia da cooperação é realizar uma avaliação do potencial e ter os estudos de diagnósticos. A importância dessa cooperação nos permite por meio de uma relação de longo prazo com a Secretaria. O que pode ser desenvolvido no futuro depende do diálogo para o futuro (…) depende do que o estado queira fazer, mas o tema é de importância para o banco, dentro da área de energia um dos pilares é a da sustentabilidade e por isso é importante o uso das renováveis”, afirmou Alárcon.

Segundo o secretário estadual de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles,  com esse convênio, o estado dá mais um passo na consolidação de uma matriz energética ambientalmente sustentável com o fortalecimento da energia solar fotovoltaica, além de apontar caminhos para o país na utilização do lixo como fonte de energia. A meta do estado é a de fortalecer as energias renováveis, que já representam 60% na matriz energética paulista.