EDF Energies Nouvelles vai investir R$ 500 mi em parques do leilão A-4

Preço alcançado pela fonte é conjuntural e não pode ser tirado como referência, afirma CEO

Da Agência CanalEnergia 
10/04/2018

A EDF Energies Nouvelles vai investir cerca de R$ 500 milhões nos quatro parques comercializados no leilão A-4, realizado no último dia 4 de abril. A estimativa é do CEO da EDF EN do Brasil, Paulo Abranches, em entrevista à Agência CanalEnergia. O executivo disse que, como a vitória no leilão é muito recente, ainda tem muitas questões em estudos e pontos em aberto, sem dizer os fornecedores de aerogeradores.

“Posso garantir que tomaremos as melhores decisões para garantir a entrega do projeto nas melhores condições possíveis, dentro da estratégia definida pela empresa”, afirmou. Os parques Ventos de São Januário, localizados na Bahia, tem capacidade de 114,4 MW e venderam 33,4 MW médios a um preço de R$ 67,60/MWh. O valor da energia foi o mais baixo já atingido pela fonte eólica no país e chamou a atenção dos especialistas. O executivo, contudo, disse que o preço não é uma tendência, mas resultado de uma conjuntura própria.

Abranches observou que o leilão do final do ano passado e o deste ano foram atípicos. “De fato os preços a que chegamos na energia eólica não é padrão. Eu diria que são leilões extraordinários em um contexto extraordinário”, ponderou o executivo, salientando o período sem leilões para fonte e a demanda reduzida dos últimos certames, o que pode explicar em grande parte o nível de preços alcançados. “Ao mesmo tempo, o preço não pode ser uma referência de mercado, por ser fruto de uma situação conjuntural em um contexto bem específico”, frisou.

O executivo não adiantou se participará do leilão A-6 previsto para 31 de agosto. “A EDF EN está sempre atenta às oportunidades de negócio de energias renováveis do mercado brasileiro, por ser um país estratégico para a empresa. Posso garantir que estamos olhando com atenção para todas as possibilidades de investimento em energias solar e eólica”, observou. Ele disse que não disputou o A-4 com solar, pois a empresa está concentrada nos projetos adquiridos e em construção.