Celg GT e Villela Carvalho se associam para construir usina solar em subestação

Com investimentos de R$ 35 milhões, empreendimento na SE Morrinhos vai ser o primeiro de seis que serão construídos no estado

Da Agência CanalEnergia Negócios e Empresas
16/01/2017

A Celg GT se associou à construtora Villela Carvalho com o objetivo de construir uma usina fotovoltaica na subestação Planalto, localizada na cidade de Morrinhos. A inclusão da geração de energia solar na matriz energética do estado é uma das prioridades da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos, que trabalha na elaboração do Programa Goiás Solar.

Experiência pioneira no país, a usina de Morrinhos será gerida pela Planalto Solar Park, detentora de 51% das ações. A empresa japonesa Kyocera Brasil será a fornecedora das placas para a produção da energia solar enquanto a Celg GT – cuja participação acionária será de 49% – ficará responsável pelo financiamento do empreendimento. A Sociedade de Propósito Específico formada estima investir R$ 35 milhões na construção da usina, cujas obras devem ser concluídas em seis meses.

Essa usina é a primeira de seis unidades que vão ser construídas em Goiás nos próximos 12 meses. A expectativa é de que a Celg GT esteja presente em todos esses projetos dado o seu equilíbrio financeiro e sua capacidade de investimento. De acordo com dados apresentados pelo governador na solenidade, até o meio do ano a Celg G&T deve apresentar em seu balanço um faturamento que pode chegar a R$ 130 milhões. A projeção era a de que se alcançasse em julho os R$ 150 milhões de faturamento, estimativa que não se confirmou em razão do atraso na entrega de algumas obras.

Para o governador do estado, Marconi Perillo, a entrada da Celg neste sistema, em parceria com empresas privadas, associa-se ao propósito da Agência Nacional de Energia Elétrica na difusão da tecnologia e o desenvolvimento de sua aplicabilidade. A mini usina que será instalada em Morrinhos se enquadra como minigeradora. A ampliação do sistema de geração distribuída possibilitará a redução do uso de usinas termelétricas, mais caras e mais poluentes, nos períodos de maior pico de consumo, justamente durante a estiagem, em que é preciso reduzir a produção nas hidrelétricas.