Bahia lança atlas solarimétrico

Governo estadual quer atrair investimentos e auxiliar no fomento à geração centralizada e distribuída

Da Agência CanalEnergia 
15/06/2018

Já com a fonte eólica consolidada no seu território, o estado da Bahia lançou no último mês de maio seu atlas solar. O guia foi produzido pelas Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Desenvolvimento Econômico e foi apresentado esta semana na terceira edição do Brasil Solar Power. De acordo com titular da pasta de Ciência e Tecnologia, Rodrigo Hita, o atlas foi feito com tecnologia moderna e apresenta um potencial de 177 GW na Geração Distribuída e 100 GW na geração centralizada. “Estamos orgulhosos de fazer algo que serve para atrair investimentos para o estado”, afirmou.

Segundo o superintendente da SDE, Paulo Roberto Britto Guimarães, a ideia do atlas é estimular ao máximo o uso da energia solar no estado nas duas modalidades. Ele conta que a região com melhor potencial são as margens do rio São Francisco. Na margem direita há uma convergência com o potencial eólico e aonde já estão sendo desenvolvidas usinas solares. Ainda segundo Guimarães, o potencial de energia centralizada de 100 GW poderia ser maior ainda, caso o parâmetro de KW/ m2 fosse reduzido, podendo chegar a 800 GW.

O potencial também está concentrado na região do semiárido, o que acarretaria melhora no aspecto econômico com a implantação de usinas. O atlas também foi desenvolvido com dados fornecidos por empresas que tem projetos no estado, perdendo o caráter puramente acadêmico. Uma das apostas do governo é que a união de parques eólicos e solares deixem o estado com autonomia para não precisar apenas de fontes firmes, aproveitando dessa complementaridade.

Para a GD, a expectativa é que o atlas potencialize a economia do estado, já que ela possibilita uma cadeia de serviços relacionados. Outro aspecto almejado pelo governo é o que o ganho financeiro na redução da conta com os sistemas de GD instalados seja injetado na economia do estado. “Isso pode ter uma abrangência maior para a economia que a eólica”, avisa.