Alsol quer terminar o ano com 20 MWp instalados

Empresa aposta em inovação e modelos diferenciados para ter liderança do mercado de GD

Pedro Aurélio Teixeira Da Agência CanalEnergia
03/07/2017

Com cinco anos de atuação na área de soluções em energias renováveis, a Alsol quer encerrar o ano de 2017 tendo instalado 20 MWp em projetos de geração distribuída. A empresa mineira ligada ao Grupo Algar alcançou a barreira dos 10 MWp em junho deste ano e ainda tem mais 6 MWp para instalar. Buscando sempre a inovação nos produtos, a Alsol quer ser a líder do mercado até 2021. De acordo com Barbara Rubin, especialista de negócios em desenvolvimento da empresa, a intenção é expandir mais o alcance e o impacto, alcançando a liderança. “São poucas as empresas que estão prontas para receber a demanda do cliente e entregar uma solução viável da perspectiva técnica, econômica e financeira”, explica.

A empresa tem apostado mais na estratégia do Business to Business em lugar da Business to Consumer. A Alsol apresenta para o cliente um portfólio de soluções em energias renováveis. O foco tem sido em clientes que vão exigir modelos diferenciados, que demandam soluções diferentes do comum. Ele fala qual a sua necessidade e quanto tem para o investimento. A partir daí a Alsol desenvolve uma proposta. A empresa implantou projetos como o Data Center da Algar, de 700 kWp e o do Bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro (RJ), além de 4 MWp para o Tribanco. Ela também prepara um de cooperativa para Geração Distribuída, aproveitando a modalidade permitida pela resolução 687 da Aneel. A Alsol também venceu a licitação da Caixa Econômica Federal para a instalação de 6 MW e desenvolveu muitos projetos para os Institutos Federais do Nordeste.

Ronaldo Passeri, responsável pela área de Business Development, vê um mercado promissor para o autoconsumo remoto e a geração compartilhada.  Mas por ser um mercado novo, ainda não há um modelo de negócio estabelecido para a Geração Distribuída. Ainda é necessário esclarecer ao próprio consumidor o que é a GD. “Ainda há incertezas regulatórias e tributárias a serem superadas para dar segurança aos potenciais investidores”, frisa. Ele elogiou a iniciativa da MRV, que decidiu instalar sistemas em 200 mil unidades até 2022, acreditando que isso a deixará em vantagem perante as concorrentes.

Um dos maiores desafios do setor, a capacitação da mão de obra também merece atenção da Alsol. Barbara Rubin conta que a empresa implantou seu próprio sistema de capacitação – feito em parceria com a universidade corporativa da Algar – com cursos presenciais, de reciclagem e a participação dos funcionários mais experientes. Ela lembra que apesar das várias boas iniciativas de capacitação de mão de obra, como as realizadas pelo Serviço Nacional da Indústria em vários estados, elas ainda não conseguem suprir toda a demanda e ficam concentradas nos grandes centros, não alcançando regiões mais afastadas. O elevado número de empresas do setor também pode afetar a qualidade da mão de obra para a geração distribuída.

Outo fator que ela também reconhece como obstáculo ao aumento da GD no Brasil ainda é o financiamento. Segundo ela, embora existam linhas, o acesso a elas se mostra complexo e burocrático para determinados tipos de clientes. Outro aspecto que a especialista ressalta é o da insegurança jurídica quanto a incidência da cobrança de impostos no mútuo. Há um convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária, que não tem força de lei, pode ser revogado.

A Alsol é uma das empresas de energia solar com maior índice de aprovação nos projetos de Pesquisa &Desenvolvimento da Aneel, sendo a primeira a conectar sistemas fotovoltaico e de mini geração a biogás pela resolução 482/2012. Isso reforça a importância da inovação e do pioneirismo nos objetivos da empresa. “O que a gente extrai do P&D é o conhecimento do mercado para aplicar no dia a dia”, aponta.

Embora tenha atuação nacional e pretenda consolidar a sua capilaridade no país, a empresa leva vantagem por estar sediada em Uberlândia, em Minas Gerais. O estado é um dos líderes em conexões de GD e se notabilizou por ter políticas públicas para o tema, tendo sido o primeiro a isentar o mútuo entre o consumidor a distribuidora. Rubin também elogia o trato com a distribuidora local, a Cemig, também reconhecida por investir no tema.