AES Tietê mira novas aquisições em energia solar e eólica

Empresa informou que está finalizando a compra dos ativos da Renova

Wagner Freire Negócios e Empresas
03/03/2017

O presidente da AES Tietê, Ítalo Freitas, disse nesta sexta-feira, 3 de março, que a companhia continua analisando outros empreendimentos de energia eólica e solar disponíveis no mercado. Em janeiro, a empresa ofereceu proposta de R$ 650 milhões para aquisição do Complexo Eólico Alto Sertão II (BA-386 MW), posto à venda pela Renova Energia. Segundo o executivo, a negociação está em processo de due diligence e de elaboração de contratos de compra e venda.

"Estamos comprometidos com a estratégica de crescimento e diversificação da companhia, que consiste na expansão da nossa capacidade instalada por meio de fontes não hidráulicas, em especial eólica e solar, com contratos de longo prazo. Alinhado ao nosso principal objetivo de compor 50% o nosso Ebitda até 2020 com fontes de energia não hidráulica, estamos buscando oportunidades atrativas no mercado que possam contribuir com esse nosso objetivo", disse Freitas em teleconferência com analistas de mercado.

"Estamos analisando algumas oportunidades... tanto solar quanto eólica e em diferentes estágios, algumas em construção outras em operação há algum tempo, mas vale destacar que a nossa intenção é buscar boas oportunidades para a empresa", completou o executivo.

Freitas explicou que o objetivo da empresa é minimizar o risco hidrológico, uma vez que o portfólio de ativos da Tietê é composto hoje apenas por hidrelétricas. Além disso, a empresa está em busca de projetos com contratos de longo prazo no mercado regulado. A empresa opera 12 usinas entre hidrelétricas e pequenas centrais (PCHs), totalizando 2.658 MW de capacidade instalada. A maior usina é Água Vermelha, com 1.396 MW de potência.

GD - O crescimento da empresa, esclareceu o executivo, não será limitado a grandes projetos de geração de energia. A Tietê apostará no crescimento de serviços para soluções de energia, bem como no mercado de geração distribuída. "Acreditamos que a geração distribuída mudará de forma significativa o setor elétrico brasileiro que temos hoje e estamos trabalhando cada vez mais para nos posicionar de forma relevante nesse mercado estimado em 1,2 GW".

Paralelamente, a empresa continua desenvolvendo projetos térmicos a gás natural, localizados em São Paulo, para futuros leilões, uma vez que há falta de combustível no mercado e a baixa demanda por energia impede a viabilização de novos empreendimentos deste tipo neste momento. A AES Tietê também conta com uma carteira solar de 150 MW prontos para leilão.